Na infância, sentar-se à mesa é ser introduzido à cultura, às leis do convívio, ao limite e à partilha, aquilo que chamamos de comensalidade. Cozinhar e comer juntos é o que nos humaniza.
Leia maisEntendo que cuidar da sua alimentação é, antes de tudo, proteger o seu direito de viver em paz. Meu papel não é ditar regras ou apontar caminhos rígidos, mas caminhar ao seu lado para que você possa redescobrir a sabedoria do seu próprio corpo.
Leia maisA relação com o que nos nutre é um território sem mapa, lugar puramente subjetivo, onde a fome e a falta dançam no mesmo compasso.
Leia maisO comportamento alimentar não é um defeito de fabricação; é uma resposta, uma tentativa, ainda que dolorosa, de equilíbrio existencial. É uma linguagem que o corpo usa quando as palavras não dão conta.
Leia maisMuitas vezes, as pessoas chegam ao consultório sem saber o que querem fazer da vida, mas sabendo exatamente o que querem comer para anestesiar o dia. Isso acontece porque o hábito de se ignorar é tão forte que o paladar vira o último reduto de prazer que nos resta.
Leia maisQuando transformamos a alimentação em uma questão de virtude, a relação com a comida deixa de ser uma experiência sensorial, cultural e afetiva, e se converte em uma prática de vigilância. Cada refeição passa a ser um teste de caráter. E aí a gente cria ideias performáticas.
Leia maisNo transtorno da compulsão alimentar, o mundo deixa de ser um horizonte de possibilidades para se tornar um espaço de ameaça, onde o corpo não é mais morada, mas uma estrutura que apenas suporta o impacto.
Leia maisQuando vivemos mediados pelo brilho constante do celular, o tempo se torna fragmentado. Deixamos de habitar as horas para apenas reagir a elas.
Leia maisMudar e experimentar novos modos de ser é parte da vida, desde que esse movimento nasça do encontro consigo. Quando vem de demandas externas, que transformam emoções em números e corpos em lucro, ele deixa de humanizar.
Leia maisÉ importante a gente lembrar que essa relação é construída e reconstruída o tempo todo. Podemos mudar nossos gostos, nossos hábitos, ou reforçá-los, encontrar neles formas de dialogar com o mundo. Acima de tudo, creio que o importante é criarmos uma intimidade com os alimentos.
Leia maisO silêncio, na experiência vivida, é presença. Ele não é ausência de algo, mas a manifestação de um modo de estar. Há silêncios que pesam, outros que acolhem; silêncios que vibram, que tocam o corpo, que revelam o que nenhuma palavra alcança.
Leia maisPassamos a buscar uma perfeição que simplesmente não existe. E somos desestimulados a descobrir o que nos constitui, aquilo que faz de nós seres únicos.
Leia maisO desejo por determinados alimentos pode ser estimulado, da mesma forma que outros bens de consumo, como roupas e eletrônicos. Por isso, o Morango do Amor parecia inescapável. Virou uma trend e logo foi fomentada pelo mercado. Todo mundo “tinha que” provar.
Leia maisNa nossa sociedade pautada pelo capitalismo e pela ideia de que “tempo é dinheiro”, desenvolvemos uma relação cada vez mais desconectada com a contemplação, com a pausa.
Leia maisPessoas com ortorexia têm uma relação com a comida marcada pela rigidez, medo e culpa. A preocupação com a alimentação saudável tem protagonismo na vida da pessoa, podendo levar à radicalização no comer, evitando determinados grupos alimentares.
Leia maisOs transtornos alimentares têm relação direta com a saúde mental e afeta a relação da pessoa com a comida e o corpo, com consequências na autoestima e na autoimagem. Ao contrário do que o senso comum afirma, não é uma "escolha" e nem tem uma "cara".
Leia maisO corpo da mulher é alvo de ações punitivistas desde a infância. O ganho de peso, considerado pela indústria da dieta, da moda e outras quase como um pecado, costumava ser socialmente aceito apenas na gravidez. E, ainda assim, com restrições. Hoje, até na gestação o ganho de peso tem sido “vigiado”.
Leia maisEntender como nos sentimos em relação aos alimentos é uma forma não só de nos conhecermos mais como, também, de reconfigurar nossa relação com eles.
Leia maisVamos começar dizendo logo que não há problema em pedir delivery. Muitas vezes, é uma quebra na rotina, a possibilidade de comer algo diferente, sem precisar sair de casa. No entanto, o uso excessivo pode ter algumas consequências, como a desconexão das pessoas com a comida.
Leia maisAs coisas nascem, crescem, amadurecem e findam em tempos distintos, próprios. As vivências de cada um de nós faz com que precisemos lidar com os ciclos de formas distintas. E há beleza nisso. O tempo do outro não precisa ser o seu e vice-versa.
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